01/12/2011

Menino de 6 anos é baleado em escola


GIO MENDES

Um menino de 6 anos foi baleado na perna direita quando brincava dentro da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Almirante Sylvio de Magalhães Figueiredo, em Cidade Ademar, zona sul de São Paulo, ontem de manhã. A bala ficou alojada na coxa do menino, que passa bem. Os médicos recomendaram que a criança fique dez dias em repouso para se recuperar do ferimento, segundo a sua família. A polícia investiga de onde partiu o disparo que acertou a criança.
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, o menino participava de uma atividade recreativa no pátio da Emei com outras crianças. Após ouvir um barulho de tiro, uma professora que acompanhava o grupo de crianças pediu que todas retornassem para o interior da escola. Foi quando uma das crianças a avisou que o menino estava machucado. “Meu filho chorava muito. Ele disse que pensou que um coleguinha tinha jogado uma pedra nele”, afirmou a recepcionista Elaine Cristina Santana, de 36 anos.
A Polícia Militar foi acionada pela Emei e levou o filho de Elaine para o Hospital Geral de Pedreira. Um soldado da PM vistoriou as dependências da escola e até revistou as mochilas das crianças, mas não encontrou arma de fogo, segundo o delegado Marco Antônio Olivato, titular do 43.º Distrito Policial (Cidade Ademar).
O motorista José Reinaldo da Silva, de 29 anos, pai da criança baleada, disse que o filho comentou no hospital ter ouvido o barulho do tiro vindo da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Alferes Tiradentes, que fica ao lado da Emei, na Rua Salvador Rodrigues Negrão. “Parentes nossos estudam na outra escola e disseram que não viram nada de estranho por lá”, afirmou Silva.
O delegado titular do 43.º DP afirmou que apenas a perícia feita pelo Instituto de Criminalística (IC) poderá determinar de onde partiu o tiro. “É preciso analisar o local onde a criança estava para saber qual foi a trajetória da bala. Ainda não dá para saber se ela veio da outra escola, como afirmou a criança para o pai, ou da rua”, observou Olivato. A Secretaria Municipal de Educação informou que o disparo não ocorreu no interior das escolas. E ressaltou que as professoras ajudaram no socorro da criança.

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