Governador do Estado terá de optar entre nome indicado pelo tribunal ou ceder às pressões dos parlamentares paulistas
Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo
Está nas mãos do governador Geraldo Alckmin (PSDB) uma lista tríplice de auditores candidatos à sucessão do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Fulvio Julião Biazzi, que se aposentou pela via compulsória, aos 70 anos de idade, em 18 de dezembro de 2011.
Evelson de Freitas/AE
O conselheiro do TCE Fulvio Biazzi deixou o tribunal por completar 70 anos
Alckmin deverá escolher um nome, que será submetido à sabatina na Assembleia Legislativa - poder ao qual está atrelado o TCE. O governador não tem prazo para decidir. Pode aguardar o fim do recesso no Legislativo.
A lista, enviada ao Palácio dos Bandeirantes dia 20 de dezembro, é formada por Samy Wurman, bacharel em Direito e em Ciências Econômicas, Alexandre Manir Sarkis, engenheiro, e Cristiana de Castro Moraes, bacharel em Direito e ex-procuradora do Estado.
Os três auditores foram aprovados em concurso e indicados pelo plenário do TCE, que seguiu a ordem de antiguidade.
Será a primeira alteração no quadro de conselheiros da maior corte de contas do País nos últimos 15 anos - a última movimentação ocorreu em 1997, quando Mário Covas (PSDB), então governador em primeiro mandato, indicou Robson Marinho, seu apadrinhado político.
Pelo menos quatro deputados cobiçam a cadeira que Biazzi ocupou desde o governo Fleury Filho (1991-94) e fazem gestões para conquistá-la. Mas no TCE é consenso que o assento é mesmo destinado a um auditor.
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