Jornal da Tarde
A área econômica do governo paulista pediu que cada um dos secretários liste projetos prioritários de suas pastas para que fiquem fora de eventuais cortes no Orçamento. A solicitação foi feita pelo titular da Fazenda, Andrea Calabi, em reunião do primeiro escalão no Palácio dos Bandeirantes. A administração Geraldo Alckmin (PSDB) deve anunciar nos próximos dias contingenciamento de cerca de R$ 1,5 bilhão no Orçamento deste ano – valor será igual ao retido no ano passado.
A decisão é justificada por incertezas sobre o cenário econômico mundial. As pastas da Saúde, da Educação e da Segurança não devem ser afetadas, segundo aliados de Alckmin. Calabi avaliou que “otimistas” acham que o País vai crescer 5%; “realistas”, 3%; e “pessimistas”, que não haverá crescimento. “Eu estou com os realistas, mas é melhor se precaver”, disse ele, segundo um dos presentes. O governo previu crescimento de 4%.”Temos que acompanhar se a crise internacional trará queda na arrecadação. Se houver a queda, vamos compensar com a redução de custeio, e não em prejuízo do investimento”, disse o chefe da Casa Civil, Sidney Beraldo.
Segundo ele, o governo mantém previsão de investir R$ 20 bilhões. “É preciso compreender que é mix de recursos do Tesouro, capacidade de financiamento, novos financiamentos, PPPs e investimento de empresas, como Metrô, CESP e Sabesp”.
Segundo interlocutor, na reunião Alckmin pediu a secretários que chamem consultorias para avaliar onde podem cortar gastos e melhorar a eficiência. Como exemplo, citou parceria da Secretaria da Educação com a consultoria internacional McKinsey, que trabalhou em 2011 mapeando problemas e apontando soluções na área educacional no Estado.
Recado indireto?
Embora tenha feito a recomendação a todas as secretarias, o governador mencionou neste ponto as pastas da Segurança e da Saúde. Alckmin brincou com Calabi e disse que a Fazenda, embora seja, segundo o governador, resistente a sugestões externas sobre o manejo de recursos financeiros, também deveria fazer o mesmo.
Embora tenha feito a recomendação a todas as secretarias, o governador mencionou neste ponto as pastas da Segurança e da Saúde. Alckmin brincou com Calabi e disse que a Fazenda, embora seja, segundo o governador, resistente a sugestões externas sobre o manejo de recursos financeiros, também deveria fazer o mesmo.
Na reunião, o governador citou também a possibilidade de realizar licitações internacionais de futuros projetos executivos do metrô. A ideia é aproveitar o fato de empresas estrangeiras ficarem ociosas na crise econômica mundial e estarem dispostas a fazer projetos por menores preços.
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