Crime aconteceu na zona rural de São Roque, Ana Paula Ferreira, 28 anos,
diz: 'Matei e mataria de novo'
A frieza com que a dona de casa Ana Paula Ferreira, 28 anos, assumiu ter
esfaqueado o companheiro, na madrugada desta terça-feira (3), chocou os
policias militares que efetuaram a prisão da mulher, em São Roque, cidade
distante 40 quilômetros de Sorocaba.
De acordo com o boletim de ocorrência, a dona de casa afirmou que “matou e mataria de novo” o comerciante Manoel Antonio da Silva, 48, com quem morava.
De acordo com o boletim de ocorrência, a dona de casa afirmou que “matou e mataria de novo” o comerciante Manoel Antonio da Silva, 48, com quem morava.
O crime ocorreu por volta das 2h da madrugada desta terça-feira (3), no
bar de propriedade da vítima, localizado no bairro do Carmo, zona rural de São
Roque.
A Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de briga de casal, mas na chegada ao local os policiais encontraram Manoel morto com uma perfuração no peito e Ana Paula trancada em um cômodo do estabelecimento comercial.
A Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de briga de casal, mas na chegada ao local os policiais encontraram Manoel morto com uma perfuração no peito e Ana Paula trancada em um cômodo do estabelecimento comercial.
De acordo com o soldado Jean, que participou da ocorrência, foi o filho
da vítima quem deteve a mulher. “Ele nos contou que ouviu os gritos da briga
entre os dois e quando chegou no salão do bar, para ver o que acontecia, viu o
pai caído com a faca no peito, dizendo que Ana Paula o tinha golpeado”, conta o
policial.
O soldado também relata que o filho de Manoel diz ter presenciado Ana
Paula pegar uma faca ainda maior e dizer que iria “enfiar” na vítima. “Foi
neste momento que ele [o filho da vítima] conseguiu segurá-la e trancá-la até a
chegada da polícia”, diz Jean. “Assim que abrimos a porta de onde ela estava,
imediatamente ela assumiu a autoria do crime, contando os detalhes do que aconteceu.”
Em depoimento, a acusada disse que vivia um relacionamento conturbado
com Manoel, conhecido no bairro como Mané Careca.
Segundo consta no boletim de ocorrência, na noite do crime Ana Paula
foi ameaçada de morte pelo companheiro, que portava uma faca. Ela então
se apoderou de uma outra e, quando foi agarrada pelo braço, desferiu um golpe
certeiro no peito de Manoel, que não resistiu ao ferimento e morreu ainda no
local.
Legítima defesa/Em entrevista à TV Record Paulista, o delegado João Lucio Pretti, afirma que há indícios de que a acusada tenha agido em legítima defesa.
Ainda segundo ele, Manoel já respondeu pelo crime de homicídio, tendo sido absolvido, e era uma pessoa agressiva, que estaria envolvida em atividades ilícitas. Pretti diz que a perícia poderá comprovar se houve luta corporal entre o casal.
Legítima defesa/Em entrevista à TV Record Paulista, o delegado João Lucio Pretti, afirma que há indícios de que a acusada tenha agido em legítima defesa.
Ainda segundo ele, Manoel já respondeu pelo crime de homicídio, tendo sido absolvido, e era uma pessoa agressiva, que estaria envolvida em atividades ilícitas. Pretti diz que a perícia poderá comprovar se houve luta corporal entre o casal.
Ao todo, quatro viaturas da PM e oito policiais foram mobilizados para
atender a ocorrência que despertou a curiosidade da população do bairro devido
à grande popularidade da vítima.
Ana Paula, que já tem passagem por roubo, foi presa em flagrante acusada
de homicídio doloso (quando há a intenção de matar) e encaminhada para a Cadeia
Pública Feminina de Votorantim, onde ficará à disposição da Justiça.
Insensibilidade/ A falta de arrependimento por parte da acusada, afirmando inclusive que repetiria o crime se fosse possível, pode ser considerado um forte indício de transtorno mental, como afirma a psicóloga Sabrina Maciel.
Insensibilidade/ A falta de arrependimento por parte da acusada, afirmando inclusive que repetiria o crime se fosse possível, pode ser considerado um forte indício de transtorno mental, como afirma a psicóloga Sabrina Maciel.
“É um ato que demonstra insensibilidade, falta de crítica, ou
seja, ela não consegue analisar as consequências de suas ações e não se coloca
no lugar da pessoa atingida”, explica Sabrina. “Mas é preciso analisar o
histórico e conhecer as motivações da pessoa para chegar a esse extremo”,
conclui
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