19/01/2012

Polícia ouve porteiros sobre caso de mulher morta em Mairiporã




A Polícia Civil vai ouvir nesta quarta-feira dois porteiros do prédio de Geralda Lúcia Ferraz Guabiraba, 54, encontradamorta no último sábado (14) sem os olhos e a pele do rosto em Mairiporã, na Grande São Paulo.

Reprodução/Facebook
Foto de Geralda Guabiraba, 54, postada por sua filha no Facebook com a legenda "Te amo...Saudades"
Geralda Lúcia Ferraz Guabiraba, 54; imagem foi postada por sua filha no Facebook com a legenda "Te amo...Saudades"
Ontem (17), foram ouvidos o marido e o genro da vítima. De acordo com a polícia, os depoimentos apontam que o comportamento dela na noite que precedeu o crime foi diferente do habitual.
Segundo o depoimento do marido da vítima, José Pereira Guabiraba --um dos diretores do departamento comercial do Grupo Estado--, não era comum ela sair do apartamento sozinha, à noite, sem levar bolsa e celular. Ele disse que tomou remédio para dormir e que não viu a mulher sair. Segundo afirmou, ela já sofreu com depressão.
As imagens das câmeras de segurança mostram que Geralda saiu do prédio onde morava, na zona norte de SP, às 23h26 de sexta-feira.
Nas imagens, ela carrega uma sacola roxa, que, segundo informações levantadas pela polícia, continha a garrafa plástica e o copo de alumínio encontrados depois dentro de seu carro.
O corpo da dona de casa foi encontrado ao lado de seu carro na altura do km 8 da estrada Santa Inês. O local é um ponto de trabalhos religiosos conhecido como Pedra da Macumba. Ela estava sem documentos ou celular, e só foi identificada após a polícia acionar familiares a partir da placa do carro.
A delegada Cláudia Patrícia Dalvia afirmou que os depoimentos do marido e do genro não acrescentaram muito às investigações. Outras duas testemunhas seriam ouvidas ontem.
A expectativa da delegada é que a análise feita no celular e no computador de Geralda fique pronta nos próximos dias. O marido disse que nos últimos dias a mulher estava passando muito tempo na internet --a perícia vai tentar descobrir por quais sites ela navegou.
O carro da vítima também deverá passar por nova perícia para determinar se mais alguém, além de parentes e amigos, esteve no veículo.
LIGAÇÃO
A delegada responsável pelo caso afirmou que recebeu uma ligação anônima ontem com informações sobre o caso. A pessoa que ligou afirmou ter visto o carro de Geralda na estrada de Santa Inês por volta da 0h45 de sábado.
Uma das linhas de investigação, segundo a delegada Dalvia, é que a mulher tenha sido vítima de praticantes de magia negra, apesar de ser descrita pelo marido como católica muito religiosa. Outra possibilidade é que o crime tenha sido cometido por vingança.

Nenhum comentário:

Postar um comentário