De São Paulo
A delegada que investiga a morte da dona de casa Geralda Lúcia Ferraz Guabiraba, 54, encontrada sem os olhos e sem a pele do rosto em Mairiporã (Grande São Paulo), recebeu uma ligação anônima nesta terça-feira com informações sobre o caso.
| Reprodução/Facebook |
| Geralda Lúcia Ferraz Guabiraba, 54; imagem foi postada por sua filha no Facebook com a legenda "Te amo...Saudades" |
Cláudia Patrícia Dalvia, da delegacia central da cidade, disse que as informações podem ajudar no esclarecimento do crime, mas que não poderia revelar detalhes para não atrapalhar a investigação.
Estão previstos para hoje os primeirosdepoimentos formais à polícia sobre o caso. Devem ser ouvidos parentes, conhecidos e funcionários do prédio onde a dona de casa morava, na zona norte de São Paulo. O marido da vítima, um dos diretores do departamento comercial do Grupo Estado, está abalado e não deve depor ainda.
Também nesta terça-feira será encaminhado para o IC (Instituto de Criminalística) o computador e o celular de Geralda, que passarão por análise.
O marido ainda não prestou depoimento formal, mas já conversou com a delegada. Ele disse que nos últimos dias a mulher estava passando muito tempo na internet. A perícia vai tentar descobrir por quais sites ela navegou.
As imagens das câmeras de segurança do prédio já estão com a polícia e mostram que ela deixou o local sozinha antes de ser morta, às 23h26. A polícia ainda investiga se ela foi seguida.
Nas imagens, ela carrega uma sacola plástica. Segundo informações levantadas pela polícia, dentro da sacola podem estar a garrafa plástica e o copo de alumínio encontrados dentro de seu carro.
Os objetos também foram encaminhados para análise. A delegada quer saber que substância tinha dentro e se ela pode ter sido usada para dopar a dona de casa.
PEDRA
O corpo de Geralda foi encontrado na manhã de sábado (14) ao lado de seu carro na altura do km 8 da estrada Santa Inês. O local é um ponto de trabalhos religiosos conhecido como Pedra da Macumba.
A mulher estava sem documentos, e só foi identificada após a polícia acionar familiares a partir da placa do carro.
O marido disse à polícia que tomou remédio para dormir na sexta e que não viu a mulher sair. Segundo afirmou, Geralda já sofreu com depressão e estava "estranha" nos últimos dias.
Uma das linhas de investigação, segundo a delegada Dalvia, é que a mulher tenha sido vítima de praticantes de magia negra, apesar de ser descrita pelo marido como católica muito religiosa. Outra possibilidade é que o crime tenha sido cometido por vingança.
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