05/10/2012

SP perde 45 leitos de UTIs para crianças em cinco anos


Simei Morais

do Agora
Em cinco anos, São Paulo perdeu 45 leitos de UTIs pediátricas em hospitais da periferia atendidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Em nove instituições estaduais e municipais que eram referência nesse serviço, nas zonas norte, leste e sul, havia 56 vagas e hoje só há 11.
O levantamento não conta hospitais gerenciados por OSSs (organizações sociais da saúde) nem o Hospital das Clínicas, a Santa Casa de Misericórdia e o Hospital São Paulo, todos universitários.
Onde as UTIs caíram, crianças em estado grave ficam em salas improvisadas nos prontos-socorros infantis, dividindo a atenção das equipes com os pacientes de atendimento clínico.
Resposta
A Secretaria Municipal da Saúde reconhece a falta de médicos nas UTIs fechadas.
"Para todos os hospitais citados, as vagas de contratação estão abertas", afirma.
Já a pasta do Estado negou o fechamento e a perda de leitos nas UTIs pediátricas dos hospitais Darcy Vargas, Vila Penteado e Vila Nova Cachoeirinha.
Na de Taipas, diz, os leitos da UTI pediátrica estão em reforma. Os diretores dessas instituições, porém, informaram o fechamento e a redução de leitos nas UTIs ao Ministério Público.
De acordo com a pasta, temporariamente os hospitais Vila Penteado e Cachoeirinha não estão admitindo novos pacientes em suas UTIs em razão de médicos que pediram demissão.

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