Simei Morais
do Agora
Em cinco anos, São Paulo perdeu 45 leitos de UTIs pediátricas em hospitais da periferia atendidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Em nove instituições estaduais e municipais que eram referência nesse serviço, nas zonas norte, leste e sul, havia 56 vagas e hoje só há 11.
O levantamento não conta hospitais gerenciados por OSSs (organizações sociais da saúde) nem o Hospital das Clínicas, a Santa Casa de Misericórdia e o Hospital São Paulo, todos universitários.
Onde as UTIs caíram, crianças em estado grave ficam em salas improvisadas nos prontos-socorros infantis, dividindo a atenção das equipes com os pacientes de atendimento clínico.
Resposta
A Secretaria Municipal da Saúde reconhece a falta de médicos nas UTIs fechadas.
"Para todos os hospitais citados, as vagas de contratação estão abertas", afirma.
Já a pasta do Estado negou o fechamento e a perda de leitos nas UTIs pediátricas dos hospitais Darcy Vargas, Vila Penteado e Vila Nova Cachoeirinha.
Na de Taipas, diz, os leitos da UTI pediátrica estão em reforma. Os diretores dessas instituições, porém, informaram o fechamento e a redução de leitos nas UTIs ao Ministério Público.
De acordo com a pasta, temporariamente os hospitais Vila Penteado e Cachoeirinha não estão admitindo novos pacientes em suas UTIs em razão de médicos que pediram demissão.
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