Folha de S.Paulo
Um amigo do deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP) que ele indicou para assessorar a diretoria da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação) foi sócio de uma empresa que tinha interesse em fazer negócios com o governo estadual.
Alexandre Eduardo de Freitas, um professor de educação física que era diretor da academia de ginástica que Chalita frequentava, trabalhou no governo estadual durante pouco mais de um ano, de abril de 2004 a junho de 2005, quando Chalita era o secretário estadual da Educação.
Freitas foi assessor da diretoria executiva da FDE e ganhava R$ 10,6 mil por mês. Seis meses após sua saída, a fundação contratou por R$ 2,45 milhões, e sem licitação, empresa da qual Freitas tinha sido sócio até recentemente, a EAB (Editoras Associadas do Brasil), para fornecer software educativo.
Resposta
O deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP) se defendeu das acusações ontem, ao assumir a presidência da Comissão de Educação da Câmara.
Disse que era vítima de movimento político originado nas eleições de 2012.
"A injustiça dói. Eu sempre fui professor de ética e quando ensinava Aristóteles dizia isso. Nada é mais doloroso que a injustiça."
A assessoria dele negou que ele tenha indicado Freitas para favorecer negócios privados.
Em nota, o empresário Chaim Zaher afirmou que continua à disposição da Promotoria e "repudia veementemente as acusações". A reportagem não conseguiu localizar Freitas.
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