Laboratório de Sorocaba está interditado por suspeita de fraude.
Funcionários relatam uso de produtos vencidos e má condição de máquinas.
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A Vigilância Sanitária de Sorocaba (SP) alerta a todas as pessoas que tiveram exames analisados pelo laboratório Atlab, interditado na última quarta-feira (4) e sob investigação da Polícia Federal, para refazer os exames.
“Os laboratórios devem avisar os pacientes para que façam nova coleta nos casos de exames de sangue, fezes e urina. Mas a pessoa deve olhar nos exames para ver se a realização foi nesse laboratório, e, se for o caso, pedir um novo exame ao médico”, diz Daniela Valentim dos Santos, diretora do órgão. Segundo ela, nos casos de biópsia e outras análises de patologia, o material deve ser devolvido ao laboratório de origem, que o encaminhará a outro lugar.
A polícia vai colher nos próximos dias depoimentos de oito funcionários do laboratório. Ouvidos de forma anônima pela reportagem da TV TEM, eles relataram algumas irregularidades, como o uso de material reagente vencido e a falta de máquinas em condições de trabalho.”As pessoas ficavam trabalhando com a máquina parada e a ordem de soltar resultado”, disse uma funcionária que não quis se identificar.Situado no bairro Retiro São João, na Zona Leste de Sorocaba, o Atlab recebia material de mais de 100 cidades de vários estados, até mesmo de Roraima, na região Norte. O laboratório foi fechado por irregularidades no manuseio e no descarte de materiais e por uso de produtos vencidos. A Vigilância entregou à Polícia Civil quatro amostras de sangue e diversos frascos com material coletado de diferentes pacientes. Os exames já tinham resultado, mas a suspeita é de que os laudos foram emitidos sem nenhuma análise.
De acordo com a polícia, no mesmo dia em que primeiras denúncias foram feitas, representes do laboratório procuraram a delegacia para registrar boletim de ocorrência com a alegação de que o sistema de informática tinha sido invadido. Em nota, o advogado que representa os donos do laboratório informou que as denúncias não procedem. Segundo ele, a empresa já está tomando as medidas e apresentando a documentação à Vigilância Sanitária para resolver o caso.
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