A representação formulada pelos vereadores integrantes da CPI do Saae foi reaberta pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP/SP) e distribuída para o promotor Marcelo Sigari Moriscot. O promotor Orlando Bastos Filho, que havia arquivado o caso, reviu sua posição, após recurso apresentado pelo vereador Carlos Leite (PT). O relatório da CPI pediu abertura de investigação (inquérito civil), por parte do MP/SP, e apontou a falta de investimentos do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) como o principal motivo da crise hídrica vivida pela cidade no início de 2014.
O arquivamento do relatório da CPI do Saae ocorreu em março deste ano, já que o promotor Orlando Bastos Filho levou em consideração apenas um dos relatórios contidos na representação e que atestava que a CPI era "inconclusiva". O promotor arquivou o caso como se fosse "mero ofício", enviado pelo Legislativo ao MP/SP. Em maio, o vereador Carlos Leite ingressou com recurso no Conselho Superior do MP, alegando que duas CPIs foram abertas sobre o mesmo tema, a 01/2014 e a 08/2014 e que o promotor arquivou o caso, baseando-se apenas no relatório de uma delas.
O Conselho Superior do MP/SP, antes de analisar o caso, reenviou ao MP de Sorocaba, para que o promotor pudesse analisar o recurso, como ocorre de praxe. Em nova apreciação, o promotor Orlando Bastos Filho confirmou que se equivocou, ao analisar apenas um relatório, o "inconclusivo" e não tomar conhecimento do outro, da CPI do Saae 08/2014. Ele afirmou que um único ofício trouxe duas notícias e duas conclusões distintas de CPIs diferentes, sendo que elas deveriam ser divididas. Ele alegou, que por este motivo, um relatório passou "despercebido". "Necessário, portanto, que se distribua corretamente a notícia referida a CPI 08/2014, que claramente pede providências relacionadas à probidade administrativa."
Saae
O Saae de Sorocaba disse, por meio da assessoria de imprensa, que estará sempre à disposição do Ministério Público, para prestar todos os esclarecimentos que forem solicitados, a exemplo do que ocorreu no transcorrer da CPI, quando a autarquia abriu as portas das suas unidades aos vereadores membros da Comissão, bem como seus diretores compareceram a todas as audiências para as quais foram convocados, esclarecendo dúvidas e detalhando os fatos que foram questionados.