domingo, 6 de agosto de 2017

Presidente do TRT diz que sentença de Moro “é irrepreensível”. O recurso não vem ao caso

IMPAR
Os três desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal não precisam mais examinar os recursos que, esta semana, estão chegando a eles no processo em que Sérgio Moro condenou Lula. Ou melhor, devem ser simples despachantes, verificando apenas a idoneidade das provas, não a sua interpretação.
É que o presidente do Tribunal, Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz – descendente de uma família de saber jurídico genético, que habita os tribunais superiores desde o século 19; este Carlos é o neto do neto do “original”, Carlos Thompson Flores, nomeado juiz em 1875, no Império – já decretou, no Estadão de hoje,  que a sentença de Moro ” “é tecnicamente irrepreensível, fez exame minucioso e irretocável da prova dos autos e vai entrar para a história do Brasil”.
– Gostei. Não vou negar.
O Doutor gostou? Então que se providencie logo a confirmação…
Não tem importância que a Lei Orgânica da Magistratura e seu Código de Ética digam que o magistrado deve “abster-se de emitir opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou juízo depreciativo sobre despachos, votos, sentenças ou acórdãos, de órgãos judiciais, ressalvada a crítica nos autos, doutrinária ou no exercício do magistério”.
Não vem ao caso que Flores presida o Tribunal onde o recurso tRamita e, assim, tenha influência sobre os desembargadores que irão apreciá-lo.
Como decidiu a maioria do Tribunal Regional Federal, Moro tem sempre razão e a lei deve ser posta de lado quando se trata de Lula.
Não é preciso nem, decorosamente, esperar o cumprimento das formalidades.

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