O relator do inquérito na Corte resolveu aguardar a
análise no plenário de uma questão de ordem que discute se o andamento da
denúncia deve ser "sustado" enquanto não forem esclarecidos problemas
descobertos na delação de Joesley Batista e Ricardo Saud, respectivamente, dono
e ex-executivo do Grupo J&F
·
Breno Pires, de Brasília
14
Setembro 2017 | 22h31
Ministro Edson
Fachin. FOTO: ANDRE DUSEK/ESTADÃO
BRASÍLIA – A denúncia
apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel
Temer e peemedebistas do grupo político dele por participação em organização
criminosa no ‘Quadrilhão do PMDB da Câmara” não será encaminhada imediatamente
pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para a análise da Câmara dos Deputados, por
decisão do ministro Edson Fachin .
O relator do
inquérito na Corte, Fachin resolveu nesta quinta-feira, 14, aguardar a análise
no plenário do STF de uma questão de ordem que discute se o andamento da
denúncia deve ser “sustado” (suspenso) enquanto não forem esclarecidos problemas
descobertos na delação de Joesley Batista e Ricardo Saud, respectivamente, dono
e ex-executivo do Grupo J&F.
Fachin observou que
poderia enviar diretamente a denúncia à presidência do Supremo Tribunal
Federal, para que ela encaminhasse à Câmara, porque não há nenhuma decisão que
o impeça de fazer isso.
Receba no seu
e-mail conteúdo de qualidade
ASSINAR
“Mesmo assim, em
homenagem à colegialidade e à segurança jurídica, emerge razoável e
recomendável aguardar o julgamento da citada questão de ordem, previsto para o
dia 20 de setembro próximo, conforme sessão de 13.9.2017”, decidiu.
A decisão do ministro
atende ao pedido feito pela defesa de Temer, que enviou petição ao Supremo
nesta quinta-feira reforçando a pretensão de impedir o andamento da denúncia
até que haja o esclarecimento completo da omissão de conteúdos relevantes do
acordo de delação de Joesley e Saud e outras possíveis irregularidades.
A denúncia da PGR aponta Temer como líder de uma
organização criminosa que contaria com aliados como os
ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, os ex-deputados Eduardo
Cunha, Henrique Alves, Geddel Vieira Lima, que estão presos, e o ex-deputado
Rodrigo Rocha Loures, que foi preso em junho mas hoje está em casa sob
monitoramento por tonozeleira eletrônica.
Nenhum comentário:
Postar um comentário