A mobilização acontece num momento em que o
presidente depende dos votos da bancada ruralista na Câmara para barrar a
segunda denúncia apresentada contra ele pela Procuradoria-Geral da República
(PGR)
José Maria Tomazela, O Estado de
S.Paulo
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Setembro 2017 | 05h00
SOROCABA - Produtores e lideranças rurais vão
pressionar o presidente Michel Temer (PMDB) para que desista de recorrer ao
Supremo Tribunal Federal (STF) contra a resolução do Senado que perdoou R$ 17
bilhões em dívidas com o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural).
O assunto está na pauta do Encontro Nacional dos Produtores Rurais e do
Agronegócio, que deve reunir centenas de produtores e ruralistas em Araçatuba,
interior de São Paulo, na segunda-feira.
A mobilização
acontece num momento em que o presidente depende dos votos da bancada ruralista
na Câmara para barrar a segunda denúncia apresentada contra ele pela Procuradoria-Geral
da República (PGR) pelos crimes de obstrução da Justiça e organização
criminosa. “A intenção é mostrar ao governo que o setor rural está organizado
para enfrentar o que vem pela frente”, disse o presidente do Sindicato Rural da
Alta Noroeste (Siran), Marco Antonio Viol, que organiza o encontro em conjunto
com a Sociedade Rural Brasileira (SRB), o Movimento Voz do Campo, do Rio Grande
do Sul, e a União Democrática Ruralista (UDR), além de federações do setor.
Produtores vão discutir com Temer outros temas
polêmicos, como a cartelização nos setores de carne e suco Foto: André
Dusek/Estadão
De acordo com Viol,
além de cobrar uma solução de longo prazo para o Funrural, os produtores vão
discutir outros temas polêmicos, como a cartelização nos setores de carne e
suco, invasões de propriedades rurais por índios e sem-terra e questões
tributárias, como o Imposto Territorial Rural (ITR). Os produtores alegam que
mudanças nas regras da legislação ambiental aprovadas criam insegurança para as
atividades econômicas do agronegócio.
O presidente da UDR, Luiz Antonio Nabhan Garcia,
disse que o agronegócio se transformou no “salvador da pátria” do governo, ao
assegurar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e criar empregos.
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