18/12/2017

Sem espetáculo, promotores americanos mostram como fazer à Lava Jato: Delações, gravações, fotos e o caminho do dinheiro que abasteceu os cartolas

viomundo

17 de dezembro de 2017 às 23h44
  
Da Redação
Não houve vazamentos antecipados, para condenar os réus na mídia.
Não houve vazamentos para o New York Times, que poderiam facilitar a defesa dos ainda não investigados ou dos que estão em investigação.
Os promotores do caso Fifagate, em Nova York, que dependem de um júri para condenar — ou não –, acabaram dando uma aula involuntária à turma da Lava Jato, que condena na imprensa.
Os brasileiros, incluindo aí o juiz Moro, da boca para fora dizem ter como modelo… os Estados Unidos.
O fato é que a promotoria apresentou PRIMEIRO aos jurados delações, fotos, gravações e o caminho do dinheiro que abasteceu os cartolas acusados, dentre os quais o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, que — sempre segundo a acusação — recebeu parte da propina através da empresa Firelli, baseada em Miami. Ele nega.
O resultado do julgamento é incerto — e deveria ser assim.
Tudo vai depender da decisão de um júri, que deve deliberar nos próximos dias.
Enquanto isso, no Brasil, Ricardo Teixeira dá entrevista à Folha, Marco Polo del Nero dirigia até recentemente a CBF sem ser incomodado, Marcelo Campos Pinto continua por aí e a Globo… ora, a Globo…
O Ministério Público Federal? Sumiu!
PS do Viomundo: E cadê o Deltan Dallagnol deles? Cadê as postagens dos promotores norte-americanos fazendo política no Facebook? Cadê o agente do FBI propondo publicamente a condenação antecipada dos réus? Você sabe sequer o nome de um dos promotores do caso? Só no Brasil…

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