15/04/2022

Sapopemba: O tapa na cara foi em todos nós

 


No dia 10 de abril, último domingo foi registrado mais um episódio de violência praticada pelo Metrô de São Paulo na estação Sapopemba. Julia jovem negra e lésbica, integrante do coletivo das minas, foi agredida e impedida numa abordagem truculenta e preconceituosa de utilizar banheiro por funcionários  do metrô que, na situação , não leram o seu corpo como suficientemente feminino por usar o espaço, Um dos seguranças envolvidos ainda desferiu um tapa na cara de outra jovem que registrava o ocorrido em vídeo pelo seu celular.

O episódio evidencia o despreparo da equipe e o descompromisso do Metrô em garantir  que suas dependências  sejam ambientes seguros e acessíveis a todos os tipos de corpas a não só aquelas que obedecem a lógica binária de expressão de gênero. Em nota  a mídia , o Metrô de São Paulo diz ter afastado o funcionário por não pactuar com agressões, no entanto entendemos que esta é mais uma maneira, já recorrente, de não se responsabilizar pelos atos.

A Máfia das minas, coletivo cultural de Mauá, repudia ás agressões deferidas pelo Metrô de São Paulo, e convida a todos  á reflexão do ocorrido. Seria esta a última vez-dentre tantas outras que já ocorreram? Sabemos que não, visto que o aparelho repressor do Estado capitalista trabalha incessantemente pelo apagamento destes corpos e das mais diversas minorias. 

Ontem em Sapopemba houve um ato importante contra a lgbtfobia e pelo direito de ir e vir.

Veja alguns vídeos do ato:

JOGRAL DO ATO EM SAPOPEMBA CONTRA LGBTFOBIA NO METRÔ

Juliana Cardoso: O tapa na cara foi em todos nós


Sapopemba: chega de violência e preconceito!!!


Sapopemba teve fora Bolsonaro






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