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Publicado: 27 Março, 2023 - 18h09 | Última modificação: 27 Março, 2023 - 18h18
Escrito por: Rafael Silva - CUT São Paulo
FOTO: SINDSERV SBC
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As ruas de Sao Bernardo do Campo, no ABC Paulista, foram tomadas de servidores e servidoras que iniciaram uma greve nesta segunda-feira, 27. A categoria está mobilizada após o prefeito Orlando Morando (PSDB) se negar a abrir uma mesa de negociação para tratar sobre reajuste salarial e outras pautas de reivindicações.
O Sindicato dos Servidores Públicos de São Bernardo (Sindserv SBC) iniciou a campanha salarial da categoria em fevereiro, mas, a prefeitura tem dificultado o diálogo. Na semana passada, além de negar uma reabertura da mesa de negociação com os servidores, a gestão não apresentou uma previsão de reajuste e benefícios, que estão congelados, em grande, desde 2017.
Diante dessa intransigência e das diversas tentativas de diálogo negadas, os servidores decidiram por cruzar os braços. Pela manhã desta segunda, a categoria saiu pelas ruas da cidade em caminhada. Já no início da tarde, o Sindserv SBC realizou um segundo ato em frente à Secretaria de Educação de São Bernardo.
Além da greve, a categoria decidiu realizar uma série de mobilizações e atos com o objetivo de chamar a atenção dos moradores da cidade sobre o descaso de Morando com os serviços e servidores públicos. Caso a prefeitura apresente alguma proposta durante a semana, uma nova assembleia geral será chamada junto à categoria.
“Após saber da greve, o prefeito disse que iria fazer uma proposta até o fim deste mês. Mas ele quer fazer uma proposta sem conversar conosco achando que, do jeito que ele fizer, estará bom. Mas não é assim, pois trabalhador se trata com respeito. E não queremos discutir só os nossos problemas financeiros, mas também os problemas estruturais dos equipamentos públicos que sofrem com a falta de manutenção”, afirmou Dinailton Souza Cerqueira, presidente do Sindicato.
Lideranças sindicais da região e dirigentes da CUT-SP também participaram dos protestos em apoio à categoria, como o secretário de Comunicação, Belmiro Moreira, e a secretária de Assuntos Jurídicos, Vivia Martins, que é guarda municipal e também compõe a direção do Sindserv SBC.
"Trabalhadores e trabalhadoras reivindicam uma luta justa por direitos, melhores condições de trabalho e valorização. Então o prefeito deve sentar para negociar, pois, caso contrário, a categoria já demonstrou a união e capacidade de parar a cidade”, diz Belmiro.
No domingo (26), o Sindicato recebeu informações de que a administração municipal coagiu funcionários comissionados e terceirizados para que arrancassem as placas informativas de greve dos locais de trabalho, tentando confundir os demais servidores informando que a paralisação havia sido suspensa. Esses funcionários a serviço do prefeito estavam, inclusive, vestidos com roupas na cor vermelha. Para o Sindicato, no entanto, nada disso atrapalhou o movimento paredista.

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