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Grupo Qintess e Resource que empregam 2.600 trabalhadores e trabalhadoras, são alvos de denúncias por descontarem o IRPF e o INSS sem repassá-los ao governo
Publicado: 06 Abril, 2023
- 13h11 | Última modificação: 06 Abril, 2023 - 13h20
Escrito por: Redação CUT
A partir da zero hora da próxima segunda-feira (10),
entrarão em greve cerca de 2600 trabalhadores e trabalhadoras terceirizados que
prestam serviços de tecnologia ao Tribunal Regional do Trabalho, Ministério da
Justiça, Caixa Econômica Federal (CEF),
Raizen, IBM, Banco Santander, Banco Pan e Banco do Brasil e Procuradoria
Geral do Estado de São Paulo, entre outros.
Contratados em São Paulo, pelo Grupo Qintess e Resource que atende essas instituições, os
trabalhadores decidiram com ampla maioria de votos em assembleia online
realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação do
Estado de São Paulo (Sindpd-SP), reivindicar seus direitos trabalhistas com uma
paralisação sem data para terminar.
A greve foi determinada pelo descumprimento da Convenção
Coletiva de Trabalho. Entre as principais ocorrências estão os constantes
atrasos no pagamento de salários, férias, vales- refeição, alimentação e
transporte, do reembolso por quilômetro rodado, banco de horas - há denúncias
de pagamento de horas extras após seis meses e outras que deixam de ser
registradas pela empresa e de que os depósitos do Fundo de Garantia por Tempo
de Serviço (FGTS) também não estão sendo efetuados.
A empresa vem ainda descontando o Imposto de Renda Pessoa
Física (IRPF) e a contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS),
em folha de pagamento sem repassá-los ao governo. Segundo o sindicato, houve
tentativas de negociação com as empresas desde o início de 2022, sem sucesso.
Atrasos nas verbas rescisórias e coações
Também foram recebidas denúncias de assédio moral contra os
empregados que cobravam posicionamentos da empresa referentes aos atrasos.
Durante a assembleia, foram apresentadas ao Sindpd denúncias de coação e
assédio da empresa para evitar a greve.
Os trabalhadores denunciam ainda que os demitidos ou que
pediram demissão no último período não receberam as verbas rescisórias da
empresa.
Segundo sindicato, por se tratar de um setor essencial está
sendo tomadas todas as providências legais para o início da greve, como a
notificação de todas as mais de 70 empresas e órgãos tomadores de serviço.
Quem são os donos da empresa
Integrante da Associação das Empresas de Tecnologia da
Informação e Comunicação (Brasscom), o Grupo Qintess é comandado pelo CEO
global Nana Baffour, que nas redes sociais enaltece o compliance da empresa e a
agenda social da empresa, como a adesão ao Pacto Global dos Princípios de
Empoderamento das Mulheres, promovido pela ONU Mulher, e os compromissos com a
sustentabilidade ambiental.
Com informações do Sindpd-SP

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