Reunidos em ato público na sexta-feira, 24 de maio, realizado em frente ao MASP, na Avenida Paulista, professoras e professores tomaram ciência das propostas aprovadas pelo Conselho Estadual de Representantes (CER) da APEOESP. O CER avaliou o estágio de mobilização da nossa categoria e os constantes e crescentes ataques do governo bolsonarista de Tarcísio/Feder contra a Educação e a própria democracia. Com base nessa avaliação, aprovou os seguintes encaminhamentos:
CALENDÁRIO
Dias 20 e 21 de junho
Mobilização Concentrada, da seguinte forma:
Dia 20/6
Atividades nas escolas:
Contra a plataformização digital
Contra as escolas cívico-militares (escolas-quartel)
Contra o fechamento de classes e do noturno
Garantia de direitos da categoria O
Convocação de todos os aprovados no concurso
Contra a expansão das escolas PEI e ampliação para 9 horas diárias
Por emprego, salário, condições de trabalho
Fim das perseguições e demissões de lideranças sindicais
Devolução dos valores confiscados de aposentados e pensionistas
Não ao confisco das verbas da Educação
E demais reivindicações!
Dia 21/6
Ato unificado com todo o funcionalismo em desagravo ao desmonte
dos serviços públicos, privatizações, escolas cívico-militares.
Neste processo de mobilização, realizaremos nova Caravana por Educação
e Serviços Públicos de Qualidade no Estado de São Paulo, com
panfletagens, aulas públicas e debates nas ruas, praças e escolas.
Fomentaremos nas escolas, junto à comunidade escolar (professores,
estudantes, funcionários, pais e mães) o debate, a conscientização
e a mobilização contra as escolas-quartel e um modelo de Estado
autoritário e militarizado. Nessa campanha, a APEOESP produzirá
materiais e afixará em cada escola uma faixa: "Escola-quartel, aqui
não!"
Nas escolas, também mobilizaremos a comunidade contra a expansão
das escolas PEI e contra a ampliação do horário para 9 horas
diárias e fechamento de classes. Continuaremos mobilizando contra
as plataformas digitais.
A APEOESP publicará uma carta aberta à comunidade abordando
todos esses temas, chamando à luta comum.
A APEOESP realizará web-conferência sobre plataformas digitais.
A perspectiva é a greve
pelas reivindicações
Este calendário visa ampliar a mobilização, que o Sindicato vem realizando
ininterruptamente, na perspectiva de uma greve que obrigue
o governo estadual a negociar e atender nossas reivindicações. Lembramos
que a greve vem sendo proposta desde abril. No entanto, até o
momento, a categoria, em assembleias, tem considerado que ainda não
reúne condições para realizá-la. A mobilização concentrada de 20 e 21
de junho nos permitirá alavancar um movimento mais forte.
Em cada região, as subsedes devem envolver demais entidades da Educação
e do funcionalismo, entidades estudantis, sindicatos, movimentos sociais.
Esta mobilização precisa ser bem mais ampla do que a nossa categoria.
A greve da categoria é necessária para combater a tentativa de Tarcísio/
Feder de implantar um Estado militarista e autoritário em São Paulo
e no Brasil. Os acontecimentos de 21 de maio na Assembleia Legislativa,
com a violenta agressão da Polícia Militar contra estudantes adolescentes
e professores que lutavam pela não aprovação do PLC 9/2024
(escolas-quartel), é indicativo de que Tarcísio de Freitas pretende utilizar
a Educação para concretizar seu projeto político de representar o bolsonarismo
na eleição presidencial. Não vamos permitir a militarização
da Educação pública!
Derrotar as escolas-quartel, a
expansão do PEI, as plataformas
Cada unidade escolar será uma trincheira de luta contra a escola-
-quartel, unificando todos os segmentos da comunidade.
Também trabalharemos para que a comunidade rejeite a ampliação
do horário das PEI de 7 para 9 horas, projeto que aprofunda a exclusão
dos estudantes trabalhadores.
Da mesma forma, prosseguimos mobilizados contra as plataformas
digitais, que oprimem os professores e prejudicam os estudantes. O
CER e o ato na av. Paulista avaliaram positivamente a participação
da categoria na greve dos aplicativos, que expôs a toda a sociedade
a opressão das plataformas digitais contra professores, estudantes e
contra a qualidade do ensino.
Não à perseguição e demissão de
lideranças e demais professores
Prosseguimos denunciando e lutando contra a perseguição e demissões
de lideranças e ativistas do nosso Sindicato e de milhares de
outros professores por razões nem sempre transparentes. São mais de
4 mil processos administrativos em curso, de acordo com informações
preliminares.
Vamos ocupar as CIPAs
Faz parte da nossa luta ocupar as CIPAs em todas as escolas. Devemos
nos organizar, com participação e apoio das subsedes, para lançar
candidaturas ligadas ao Sindicato para garantir a paridade e impedir
que as CIPAs sejam apropriadas pelo governo Tarcísio para aprofundar
controles e opressão sobre os professores.
As CIPAs são importantes para lutarmos por condições de trabalho,
prevenção à saúde e contra o assédio e autoritarismo do governo nas
escolas.
Contra o fechamento de classes
e fechamento do noturno
Temos cobrado da SEDUC posicionamento e providências contra o
fechamento de classes que vem ocorrendo no âmbito de diversas Diretorias
de Ensino. Também estamos pressionando contra o fechamento
do noturno. É importante que seja informado o fechamento de classes
e do noturno pelo email: presiden@apeoesp.org.br.
Recebemos a denúncia de que um questionário que vem sendo preenchido
por estudantes do noturno está sendo manipulado para justificar
o fechamento. De acordo com a denúncia, questões estão aparecendo
previamente respondidas de acordo com o interesse do governo. Face a
esta situação, a APEOESP formulou representação ao Ministério Público,
solicitando providências.
Pela valorização e
dignidade da nossa categoria
Continuamos na luta por salário, emprego, condições de trabalho e
todas as demais reivindicações, entre as quais estão:
Pela revogação da Portaria da SEDUC sobre novas escolas PEI e ampliação
para 9 horas.
Lutar pelo pagamento imediato do bônus.
Lutar pelo pagamento integral do piso salarial nacional para toda
a categoria, da ativa e aposentados, com reajuste no salário base e
não como abono complementar.
Lutar pelo pagamento do reajuste de 10,15% conquistado na justiça
e bloqueado no STF.
Pelo pagamento de remuneração aos professores que participaram
da prova do SARESP.
Participar do calendário da CNTE no Senado, em Brasília, pela revogação
da reforma do ensino médio (MP 746/2016).
Intensificar o combate ao assédio moral e ao autoritarismo do governo.
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Secretaria de Comunicação
Manter a denúncia e a luta contra os aplicativos digitais da SEDUC.
Intensificar a luta contra a privatização das escolas - articular as
subsedes com as entidades estudantis.
Continuar a luta contra a PEC 9/2023 (confisco de verbas da Educação).
Lotar a Alesp sempre que estiver em pauta em comissões ou
plenário.
Participar do processo eleitoral das CIPAs, inscrever candidaturas e
lutar por CIPA paritária em cada escola.
Pela convocação de todos os aprovados no atual concurso.
Pela realização de concurso público para PEB I.
Manifestações em todos os locais onde se encontrem Tarcísio e/ou
Feder.
Retomar a campanha contra a violência nas escolas – pela ampliação
do programa de mediação escolar para prevenção à violência
nas escolas.
Contra o Decreto 68.415/2024 - por uma Educação especial inclusiva,
que garanta pleno atendimento às necessidades educacionais das
pessoas com deficiência.
Cobrar a efetivação imediata da mesa de negociação permanente
com a SEDUC.
Intensificar a luta em defesa do IAMSPE, contra a venda da sede do
Instituto, pelo conselho de administração paritário e deliberativo,
contra privatizações e terceirizações, atendimento aos professores
da categoria O e demais reivindicações.
Por atribuição de aulas presencial, justa e transparente.
Pela regularização imediata das contribuições previdenciárias ao
INSS.
Não ao Decreto 69.538/2024, que visa impor, sem nenhum debate
ou diálogo, medidas como a extinção e a reestruturação de órgãos
e entidades; revisão de estruturas administrativas; revisão das políticas
de pessoal.
Vamos denunciar e cobrar do governo merenda escolar, pois grande
número de escolas está recebendo apenas merenda seca.
Também cobraremos do governo envio de verbas às escolas, pois
muitas não estão recebendo.





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