A entrega ocorreu durante cerimônia de anúncio do Programa de Renovação da Frota Naval da Petrobrás
Rio de Janeiro, 17 de fevereiro de 2025 - Em um ato de reafirmação
do compromisso com o desenvolvimento do Brasil, a Federação Única dos
Petroleiros (FUP) entregou uma carta ao presidente Lula, destacando as
prioridades e as reivindicações da categoria petroleira. A entrega aconteceu
durante o evento que anunciou o Programa de Renovação da Frota Naval do Sistema
Petrobrás, em Angra dos Reis (RJ).
O documento sublinha a luta pela
construção de um país mais justo e democrático, com a defesa de uma Petrobrás
integrada e sob o controle do Estado, capaz de gerar empregos de qualidade e
promover o desenvolvimento nacional; destaca a importância da Petrobrás como indutora
do crescimento econômico e social; e ressalta que, em momentos de ataques e
tentativas de privatização, a relação da empresa com seus trabalhadores se
deteriora. Nesse contexto, a FUP reitera que a valorização da categoria
petroleira é essencial para o sucesso da companhia e para a preservação do
papel estratégico da Petrobrás no Brasil.
A carta enumera preocupações
urgentes, como a revisão do Marco Legal das Estatais, a reestatização dos
ativos vendidos, a retomada da produção de fertilizantes e o fortalecimento da
indústria naval, com maior conteúdo nacional. Além disso, defende uma transição
energética justa e inclusiva, que envolva os trabalhadores e suas
representações, e reivindica o
reconhecimento e respeito aos aposentados da Petrobrás e suas famílias.
A federação reafirma a
necessidade de a Petrobrás fortalecer o diálogo com as entidades sindicais e
garantir condições de trabalho mais justas, como a implementação de políticas
que respeitem as negociações coletivas, e combatam a individualização das
relações de trabalho.
A entrega da carta ao presidente
da República foi feita por Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP, destacando
que “a retomada das encomendas da
Petrobrás é um marco de recuperação e crescimento da construção naval e do país”.
Ele lembrou que a perspectiva é
de geração de mais de 44 mil novos postos de trabalho no setor, com
investimentos em estaleiros em diversas regiões do país. E se reportou ao
período dos primeiros governos de Lula e
de Dilma Rousseff quando, em 2013, o setor naval alcançou o pico de 84 mil postos de trabalho,
abrangendo 12 estaleiros no Brasil.

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