11/02/2026

Inflação na porta de fábrica cai 4,53% em 2025; 2ª menor desde 2014

 


Agência Brasil

Maior influência foi dos alimentos, que recuaram 10,47%, mostra IBGE
Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil
Publicado em 11/02/2026 - 14:16
Rio de Janeiro
fotos de indústrias,Empresa RANDON. Fabricação de semi-reboque tanque de combustível.
Caxias do Sul 24.04.2006 - Foto Miguel Angelo
© CNI/Miguel Ângelo/Direitos reservados
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A chamada inflação na porta de fábrica terminou 2025 em -4,53%. Este é o segundo menor resultado desde 2014, perdendo apenas para a de 2023, quando houve queda média de preços de 4,99%. No ano passado, houve alta de 9,28%.

Os dados fazem parte do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IPP é conhecido como inflação na porta da fábrica porque mede a variação dos preços dos produtos que saem da indústria e antes de chegar ao comércio e ao consumidor, sem cobrança de impostos e frete.

A série histórica do IBGE começa em 2014. Nos 12 anos de levantamento, apenas 2025 e 2023 apresentaram deflação, isto é, inflação negativa. No outro extremo, em 2020 e 2021, anos de pandemia de covid-19, o IPP fechou positivo em dois dígitos.

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Confira o IPP dos últimos anos:

  • 2014: 2,66%
  • 2015: 8,81%
  • 2016: 1,71%
  • 2017: 4,15%
  • 2018: 9,64%
  • 2019: 5,19%
  • 2020: 19,38%
  • 2021: 28,45%
  • 2022: 3,16%
  • 2023: -4,99%
  • 2024: 9,28%
  • 2025: -4,53%

Influências

De acordo com o IBGE, a atividade industrial que mais puxou para baixo a inflação na porta da fábrica foi a de alimentos, que recuou 10,47%. O desempenho representa peso de -2,7 pontos percentuais (p.p.).

A atividade teve grande influência do preço do açúcar, que acompanhou o recuo das cotações no mercado internacional.

De acordo com o IBGE, a atividade contribuiu também para a queda dos preços a valorização do real contra o dólar (10,6% em 2025), que faz os produtos importados ficarem mais baratos.

Outras influências de baixa nos preços foram da indústria extrativa (-14,39% e impacto de -0,69 p.p.), refino de petróleo e biocombustíveis (-5,64% e -0,56 p.p.) e metalurgia (-8,06% e -0,56 p.p.).

De acordo com o gerente do IPP, Murilo Alvim, no setor extrativo a deflação foi justificada por menores preços dos óleos brutos de petróleo, “refletindo um aumento na produção global e estoques elevados durante boa parte do ano”.

Os minérios de ferro ficaram mais baratos, completa ele, “acompanhando um aumento da oferta global, enquanto a demanda mundial ficou moderada”.

Inflação oficial

O IBGE divulgou também esta semana a inflação oficial, que mede o custo de vida para famílias com renda de um a 40 salários mínimos.

O instituto revelou que em janeiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) marcou 0,33%, acumulando 4,44% em 12 meses

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