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Obras no centro cirúrgico com pacientes sendo operados, 3º andar alagado, elevadores parados por rompimento de cano e zero respeito a legislações para reformas em unidade de saúde.
Por Cecília Figueiredo, do Sindsep
O Sindsep recebeu na manhã de quinta-feira (23) imagens denunciando uma tromba d´água descendo pelo teto e elevadores do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM). A cena é chocante. O terceiro andar alagado, trabalhadores da reforma sem saber o que fazer, pacientes tentando desviar, servidoras(es) do andar puxando água com rodos, tirando mobiliário e buscando reduzir danos aos pacientes. Macas sendo transportadas com pacientes no meio da água. Quatro dos 7 elevadores paralisados.
Água jorrando pelo teto do 3º andar em 23 de abril
Em 10 de abril, conforme a denúncia do Sindsep acolhida em reportagem veiculada pelo SP 2, "Hospital do Servidor Público Municipal realiza cirurgias em meio a obras", a Secretaria Municipal de Saúde desmentiu a realização de cirurgias no centro cirúrgico em obras, no 7º andar, onde pacientes e profissionais médicos e da enfermagem são submetidos a corredores e escadas alagados, ruídos, entulhos, pssagens estreitas pelos tapumes improvisados em madeirite ou plástico preto preso com fita crepe. Na ocasião, o repórter Wallace Lara ouviu um aposentado que passou no PS mas desistiu de permanecer no atendimento porque não havia elevador, possivelmente para dar continuidade ao seu atendimento num dos pisos superiores. 
Obras no centro cirúrgico, no 7º andar, operando sem alteração
Levantamento feito pela assessoria técnica da pasta da saúde do Sindsep revelou que as cirurgias agendadas não foram desmarcadas, estão sendo realizadas com a obra em andamento. Denúncia encaminhada à Vigilância em Saúde Estadual pelo Sindsep.
Da mesma forma que a SMS desmentiu a realização de cirurgias sem isolamento no centro cirúrgico, disse que a situação do alagamento no terceiro andar de quinta-feira (23), já havia sido solucionada por volta das 19h, o que não ocorreu.
Em frente ao HSPM, as placas de reforma com a frase padrão “Prefeitura de São Paulo trabalhando por você” falta com a verdade. “A nossa maior preocupação é que esse hospital, transformado nesse canteiro de obras, sem respeito à legislação vigente de como é que isso tem que acontecer, e o risco que todo mundo está correndo. Existe uma legislação que preconiza como é que as reformas, os entulhos, o ruído, o isolamento das áreas, isso é um cuidado com o usuário e o trabalhador dentro de uma unidade de saúde”, disse Flávia Anunciação, secretária de Trabalhadores(as) da Saúde do Sindsep.
Por conta do desrespeito às normas vigentes para obras em unidades de saúde, a dirigente cita o problema que levou à paralisação de quatro doa 7 elevadores do HSPM. “Hoje estourou um cano, não se sabe de onde, e o terceiro andar está completamente alagado, com a água escorrendo pelo teto. Os elevadores parados por conta desse volume de água que foi para dentro dos elevadores”, explicou.
Flávia pontuou também que esses problemas são de responsabilidade inteiramente da gestão, já que a mesa da saúde foi extinta. “Um espaço de diálogo e de negociação, onde a gente [representante dos trabalhadores] não tem mais acesso. Tudo o que está acontecendo hoje aqui é uma decisão unilateral e autoritária da superintendente do hospital”.
A dirigente sindical concorda com reformas de melhorias no HSPM, mas é contrária à desobediência às legislações. “Reformar e conservar o Hospital do Servidor é importante, mas uma coisa não anula a outra. Você não pode fazer reforma, nem numa unidade de saúde, nem em qualquer outro setor, sem que você tenha os cuidados necessários que a legislação exige”.
Ela também denunciou que atualmente obras como as que estão em curso são coordenadas por uma pessoa comissionada, que nem mesmo especialização possui para tais projetos, conforme foi levantado.
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