
A greve não começou por acaso. Greve é um direito e só acontece quando se esgotam as tentativas de diálogo. Ninguém paralisa por capricho. A greve é o último recurso de quem tentou negociar, denunciar os problemas e buscar soluções, mas foi ignorado pela Prefeitura.
É importante que as famílias saibam que quem prejudica a educação não é quem está lutando pela escola pública. O que prejudica de verdade é o abandono das escolas, a falta de investimento e a recusa da Prefeitura em enfrentar os problemas reais da educação.
A escola é pública, mas não é gratuita. Ela é mantida com o dinheiro dos impostos pagos por toda a população. Por isso, as famílias e toda a sociedade têm o direito de cobrar que esse dinheiro seja investido de verdade na educação.
Estamos em greve porque a situação nas escolas chegou ao limite:
• Faltam professores , Auxiliares Técnicos de Educação (ATE), Auxiliares de Vida Escolar (AVE), quadro de apoio, estagiários e equipes completas nas escolas
• Há aprovados em concurso aguardando convocação, mesmo com déficit de profissionais nas unidades
• Faltam mais concursos públicos para repor a falta de trabalhadores
• Avançam a terceirização e a precarização de funções essenciais
• Faltam quadras cobertas, bibliotecas, laboratórios e acessibilidade em muitas escolas
• Faltam recursos básicos para o funcionamento das unidades
• As salas estão superlotadas
• Há calor excessivo e escolas sem condições adequadas de funcionamento
• Falta inclusão de verdade para estudantes com deficiência
• Faltam profissionais e condições concretas para garantir educação inclusiva
• Falta segurança dentro e no entorno das escolas
• A violência nas escolas cresce e afeta estudantes e profissionais
• O adoecimento físico e mental dos profissionais aumenta a cada dia
• Professores adoecem e, em vez de acolhimento, sofrem punições
• O prefeito cortou em até 33% o salário de professores readaptados
• O reajuste de 3,51%, dividido em duas parcelas, mostra o desrespeito com a educação
• Profissionais em estágio probatório estão sendo impedidos de se remover no período de remoção
• A SME autorizou gravações em unidades de educação infantil para expor e atacar escolas e profissionais
• Há intervenções e afastamentos de diretores das escolas públicas
• Estamos em greve porque a escola é pública, mas não pode funcionar no abandono
Nossa greve não é só por salário. É por dignidade, respeito e por escolas que funcionem de verdade.
Enquanto isso, o prefeito prefere investir em projetos de vitrine, como a “Times Square paulistana”, em vez de priorizar o que realmente importa: escola pública com qualidade, profissionais valorizados e crianças aprendendo.
Só depende do prefeito encerrar essa greve. Basta abrir negociação séria, garantir diálogo real e investir de verdade na educação pública.
Nossa luta não é contra as famílias. Nossa luta é pelas crianças, pelos estudantes, pelos profissionais e por uma escola pública de qualidade para todos.
Movimento Escolas em Luta
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