do SINDSEP
Numa escancarada prática antissindical, o prefeito Sérgio Victor (Novo) disse que negociaria somente se o Sindserv se desfiliasse da CUT.

Por Cecília Figueiredo (com informações de Luana Bife)
Dirigentes da CUT-SP, Federação dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal (FETAM-SP) e do Sindsep-SP foram, nesta terça-feira (2/06), levar apoio aos(às) servidores(as) públicos(as) de Taubaté, que entraram em greve nesta manhã. A greve foi iniciada pela falta de reajuste há pelo menos dois anos, condições cada dia mais deterioradas de trabalho e pela falta de diálogo do prefeito Sérgio Victor (Novo) com o Sindicato dos Servidores Municipais (SindServ) Taubaté.
Numa escancarada prática antissindical, o prefeito chegou a ameaçar que somente negociaria com a entidade dos servidores caso o sindicato se desfiliasse da CUT. “Estamos aqui junto com o companheiro Marcelo, coordenador da CUT Vale do Paraíba, para dizer que a Central Única dos Trabalhadores está aqui, prefeito. Com essa ameaça, prefeito, você conseguiu mobilizar todos os sindicatos da região e os sindicatos de São Paulo para dar apoio aos servidores(as)”, disse Luana Bife, da executiva da CUT-SP, em resposta à ameaça do prefeito do Novo.
Ao saudar o apoio e solidariedade, Marcelo Reis, coordenador da CUT Vale do Paraíba, reforçou: “Essa greve é por reposição salarial e valorização do servidor, e nós, da subsede da CUT em Taubaté, estamos com os nossos sindicatos cutistas, a CUT-SP, a Fetam e o Sindsep-SP, que vieram dar apoio à nossa greve”.
Dirigentes da CUT, Marcelo
(Vale do Paraíba) e Luana (SP)
No carro de som, a dirigente da CUT, Luana Bife, valorizou a luta dos servidores e servidoras, por serem os protagonistas da construção da cidade e das políticas públicas. “São vocês, nas escolas, nas UBSs, nos hospitais, em cada equipamento público dessa cidade, que constroem as políticas públicas, que é para todos(as). Diferente do privado que é para alguns, o serviço público quem constrói somos nós. E ele é para toda a cidade. Então, prefeito, receba o sindicato e negocie com os(as) trabalhadores(as)”, disse a cutista.
Ela também denunciou o descaso da gestão Victor com o funcionalismo e os interesses privatistas. “Uma vergonha a cidade que arrecadou bem esse ano, dizer que só em setembro tem condições de dar uma resposta. Nós queremos uma resposta já para a pauta econômica, que é importante, mas para as cláusulas sociais que também são fundamentais. A linha desse prefeito do NOVO é a mesma do Tarcísio [Freitas, governador do Republicanos] e do Ricardo Nunes [prefeito de SP - MDB]: privatizar e terceirizar o serviço público”, salientou Luana, ao cobrar concurso público imediato.
Charles de Jesus e Djalma Prado, da Fetam
A dirigente da FETAM, Djalma Prado, pediu que todos os sindicatos afiliados da FETAM-SP denunciem o que está acontecendo em Taubaté, mobilizem nas ruas e em suas redes sociais divulgando a greve de Taubaté. “É importante todo o estado ficar sabendo. É importante dizer a esse prefeito que ele não manda em quem o sindicato quer se filiar. Estamos aqui e nós somos a Central Única dos Trabalhadores e das Trabalhadoras”, frisou.
Na mesma linha, Charles de Jesus, secretário de Assuntos Jurídicos do Sindsep-SP e dirigente da Fetam, acrescentou que, na condição de servidor público, o apoio à greve de outros colegas servidores e servidoras é essencial. “Precisamos de valorização real, de concurso público, de condições de trabalho e de saúde. Por isso, a luta é contínua e precisamos estar juntos e juntas”.
Dirigentes da CUT, Marcelo
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