quarta-feira, 21 de junho de 2017

Apareceu o Edgar da gravação. E com cada história….da Alstom a FHC

Época diz que a Polícia Federal identificou o tal “Edgar” que, nas gravações entre Rodrigo Rocha Loures  e Ricardo Saud, da JBS, aparece como um possível intermediário na entrega do dinheiro a Michel Temer.
A Polícia Federal afirmou em seu relatório da investigação do caso Michel Temer (PMDB) que Edgar, citado como intermediário para receber propina para o grupo do peemedebista, é um empresário dos setores imobiliário e financeiro: Edgar Rafael Safdie. Os investigadores chegaram a essa informação por meio dos registros de ligações telefônicas do celular do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil de propina da JBS.
Ouvido pela PF, Edgar Safdie “reconheceu a relação de longa data que mantém com Rodrigo [Rocha Loures], rechaçando, no entanto, qualquer participação ou conhecimento dos fatos que estão sendo apurados”, aponta o relatório.
Mas Edgar tem mais predicados.
É, com certeza, parente de Edmundo Safdié, um banqueiro libanês de origem judaica, morto ano passado e dono dos Banco Cidade (vendido ao Bradesco) e do Banco Safdié, onde Edgar foi vice-presidente por quatro anos, segundo a Bloomberg.
Edmundo Safdié  possuía negócios que tiveram, na sua morte, a seguinte descrição na insuspeita revista Istoé Dinheiro:
A família Safdié se desfez de toda a sua operação no Banque Safdié em 2011, que foi vendido por 143 milhões de francos suíços para o banco Leumi, de Israel. O banqueiro também investiu em butiques de gestão de fortunas no Brasil e no exterior. Em 2003, criou a brasileira Multi Bank DTVM. A empresa mudou de nome para Safdié Private Banking e, posteriormente, Safdié Gestão de Patrimônio, até ser vendida para o banco Modal em 2014.
Os negócios da família Safdié estão reunidos no Grupo Bueninvest. A companhia possui uma participação de 3% na Helibrás. Safdié entrou no negócio em 1990, quando a empresa foi privatizada, e sua participação foi diluída ao longo dos anos após os investimentos feitos pelo grupo Airbus. Até hoje a holding Bueninvest pode indicar um assento no conselho de administração da Helibras.
O nome da instituição financeira de Safdié na Suíça chegou a ser citado em denúncias de desvio de dinheiro público. Em 2013, autoridades sequestraram 7,5 milhões de euros de contas no banco Safdié de Genebra que teriam sido utilizadas para o pagamento de propinas da Alstom a funcionários do governo de São Paulo em 1998.
Mas Safdié tinha outros negócios, também. Como os relatados por Monica Bergamo, na Folha, em julho de 2002:
EM FAMÍLIA 1
O banqueiro Edmundo Safdié, ex-dono do Banco Cidade, é o mais novo sócio de David Zylbersztajn na DZ, a consultoria que o ex-genro de Fernando Henrique Cardoso abriu quando deixou a ANP. Segundo James Corrêa, o terceiro parceiro, Safdié será “sócio investidor”.
EM FAMÍLIA 2
Safdié é o dono do apartamento de 470 metros quadrados, na rua Rio de Janeiro, em Higienópolis, que FHC pretende comprar por R$ 1,1 milhão. O imóvel tem quatro suítes e cinco vagas na garagem.
Mundo pequeno, este, não é?
Mas minha última homengem-pauta para os coleguinhas dos jornalões que queiram contar a história do “Edgar” é mais um negócio “bonitinho” dele, que está com a pinta de que vai se perder pelo nome.
Edgar é dono de uma empresa, holding de instituições não financeiras, chamada – eu juro e coloco aqui a certidão da Junta Comercial – “Acerto Participações“.
Quer dizer, era dono. Porque ela foi vendida para outra empresa, a Buena Esperança Participações que pertence a….Edgar…

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